Prouni

Ao longo dos últimos anos, milhares de jovens alcançaram a tão sonhada independência financeira, o sucesso na vida tornando-se profissionais bons para o mercado por meio de programas sociais do Governo como o Prouni – Programa Universidade para Todos. O Programa é uma iniciativa do Governo Federal que em parceria com renomadas instituições privadas de ensino superior oferece bolsas de estudo que podem cobrir até 100% do valor das mensalidades dos cursos de graduação sequenciais de formação especifica.

 







 

Como já dito aqui no Redação Nota 1000, existem alguns critérios para que o estudante participe do processo seletivo do Prouni. São eles:

  • não pode possuir diploma de nível superior
  • deve obrigatoriamente ter participado da edição do ano anterior do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem.
  • a nota obtida nas provas do Enem não pode ser inferior a 450 pontos
  • a nota da prova de redação do Exame deve ser superior a zero.

As notas de corte do Prouni são as menores nota obtida no Enem entre todas as pessoas que estão concorrendo a uma bolsa de estudos para um determinado curso dentro do número de vagas oferecidas. Isso significa que quanto melhor os aluno forem nas provas, maior será a nota de corte.

Como funciona o Prouni 2018

Assim como nos outros programas estudantis do Governo Federal, a inscrição para participar do processo seletivo do Prouni é gratuita. O candidato deverá apenas acessar o endereço eletrônico do Programa http://siteprouni.mec.gov.br/ e encaixar-se num dos perfis abaixo:

  • Ter cursado o ensino médio em escolas da rede pública;
  • Ter cursado o ensino médio em instituição particular como bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio em escola pública e parte em instituição particular na condição de bolsista integral;
  • Ser pessoa com deficiência;
  • Ser professor da rede pública de ensino.

São sempre oferecidas bolsas parciais ou integrais e o que determina qual delas o candidato conseguirá é, novamente, a renda mensal. Quem tiver renda menor, tem mais chances de conseguir a integral, que custeia 100% do valor das mensalidades.

Como mais uma política deste governo, quem se declarar portador de deficiência ou que se autodeclarar indígenas, preto ou pardo poderá optar em concorrer a porcentagem de bolsas do Prouni destinadas a cumprir a Lei de Cotas.

Inscrições para o Prouni 2018

A inscrição Prouni só pode ser feita elo site do Programa Universidade para Todos. é neste ato que o candidato deve escolher entre concorrer às bolsas pelo processo normal ou então pelo processo de bolsas remanescentes, que são vagas não preenchidas pelo sistema tradicional do Prouni e com isso ficaram disponíveis.

O cronograma com os horários e dias de quando as inscrições são abertas ficam disponíveis no site do programa, e pode ser acessado através do seguinte endereço: siteprouni.mec.gov.br. Geralmente as inscrições para o ProUni 2018 acontecem duas vezes ao ano, sendo no início e na segunda metade do ano. Para se inscrever é necessário inserir informações como RG e CPF, então a priori esses são os documentos necessários para ingressar no programa.

Para ser um bolsista do programa é necessário fazer parte de 01 das condições descritas logo na metade desse artigo; o ingresso no programa é destinado, basicamente, a um grupo de pessoas pertencentes a uma série de condições e participantes que realizaram O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) a partir de 2010.

Para se inscrever no Prouni, o participante deverá acessar o endereço:

  • siteprouni.mec.gov.br e no site, escolher se essa é a primeira vez que você está participando do programa ou se você já é cadastrado no mesmo.
  • Feito isso, o participante poderá escolher o tipo de bolsa com a qual deseja concorrer, qual instituição deseja realizar o curso, se já é cadastrado em uma instituição de ensino etc.

Ao efetuar a inscrição, o candidato escolhe, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno dentre as bolsas disponíveis, de acordo com seu perfil. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

Para conseguir uma bolsa de 100% em uma universidade privada, o aluno deverá comprovar que possuir uma renda mensal inferior a um salário-mínimo e meio por membro da família, e também fazer parte do grupo de perfis beneficiados pelo programa, caso se autodeclarar Negro, Pardo, Indígena, portador de alguma deficiência, etc.

Nota de corte do Prouni 2018

A nota de corte do Programa Universidade para Todos (ProUni) é a menor nota do Enem possível para conseguir uma vaga no curso que você deseja. O ProUni utiliza as notas do Enem para classificar candidatos a bolsas de estudos (parciais e integrais) em instituições privadas de ensino superior. O ProUni é um sistema totalmente informatizado. Ao se inscrever no ProUni, pela internet, o candidato informa seu número de inscrição e senha do Enem do ano anterior e o sistema recupera as notas automaticamente. A partir do segundo dia de inscrições, o sistema informa as notas de corte para os cursos escolhidos pelo candidato. Ou seja, comparando todas as notas do Enem dos estudantes que concorrem a uma vaga no mesmo curso, faculdade, turno e modalidade de concorrência (cotas ou ampla concorrência), o sistema do ProUni apresenta qual a menor nota possível para conseguir aquela vaga. As notas de corte podem ser consultadas todos os dias, enquanto durarem as inscrições. Com isso, o candidato pode avaliar se tem chances de entrar naquele curso que escolheu e, se for o caso, mudar sua opção para tentar um curso menos concorrido. O sistema do ProUni permite mudar suas opções de curso quantas vezes você quiser e, para a classificação final, considera sempre a última opção gravada no sistema. Vale lembrar que as notas de corte publicadas pelo ProUni durante as inscrições não garantem uma vaga, são apenas uma referência e podem mudar diariamente. No caso de dois candidatos terem a mesma pontuação no Enem, o desempate é feito pela nota da Redação. Se ainda assim os dois continuarem empatados, o sistema usa a nota da prova de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, sucessivamente, até desempatar.

Resultado do Prouni 2018

O Programa Universidade Para Todos (ProUni) da primeira edição de 2018 terá duas chamadas cujas datas serão divulgadas em breve aqui. Após  a chamada, os estudantes devem ir até a instituição onde é oferecido o curso em que foi chamado e levar a documentação exigida. O não comparecimento faz com que o estudante perca o direito a vaga. Os estudantes podem conferir o seu resultado no site oficial do Prouni 2018, sendo o seu endereço eletrônico: http://siteprouni.mec.gov.br/
A comprovação das informações do Prouni são feitas mediante a apresentação de alguns documentos pelo estudante a instituição que oferece o curso em que foi selecionado. Os documentos exigidos são:

  • Documento de identificação, apenas um, entre: Carteira de Identidade, Carteira do Trabalho e Previdência Social, Carteira Nacional de Habilitação, novo modelo, no prazo de validade, Passaporte emitido no Brasil, Registro Nacional de Estrangeiros (RNE), Carteira funcional, reconhecida por decreto ou a Identidade militar.
  • Comprovante de residência, apenas um, entre: Contas de água, gás, energia elétrica ou telefone (fixo ou móvel), extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, guia/ carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), guia/ carnê do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Contracheque emitido por órgão público, ou outros documentos listados pelo prouni em seu site.

Ainda são necessários comprovante de renda, de acordo com a profissão e trabalho de cada candidato, comprovante de conclusão do ensino médio dentre outros documentos de acordo com o estudante. A lista completa está no site do Prouni 2017.

Lista de espera do Prouni 2018

Após a chamada regular, muitos candidatos não completam o processo e, por isso, a bolsa fica vaga. Assim, após o resultado, os candidatos não contemplados podem manifestar o interesse em participar da lista de espera do Prouni. Nesta lista são disponibilizadas as bolsas não ocupadas na chamada regular. Por isso mesmo que é necessário escolher dois cursos no ato de inscrição. Pode-se também escolher o mesmo curso, mas em localidades diferentes para aumentar as chances de fazer o curso desejado.

Ao longo dos últimos anos, milhares de jovens alcançaram a tão sonhada independência financeira, o sucesso na vida tornando-se profissionais bons para o mercado por meio de programas sociais do Governo como o Prouni – Programa Universidade para Todos. O Programa é uma iniciativa do Governo Federal que em parceria com renomadas instituições privadas de ensino superior oferece bolsas de estudo que podem cobrir até 100% do valor das mensalidades dos cursos de graduação sequenciais de formação especifica.

Vagas remanescentes do Prouni 2018

As vagas remanescentes Prouni são vagas que não foram preenchidas no processo padrão do programa, ficando disponíveis para um grupo de pessoas. As inscrições Prouni 2018 são abertas duas vezes ao ano e caso o estudante tenha se inscrito em uma instituição de ensino, poderá se inscrever nas vagas remanescentes até o final do acordo. Para acompanhar os editais e o processo de seleção é só acessar o site do programa. As inscrições são realizadas exclusivamente através da Internet, pelo site do programa que pode ser acesso pelo link prouniremanescentes.mec.gov.br.

O cronograma para as inscrições das vagas remanescentes 2018 são divulgados nesse mesmo portal. Ao se cadastrar o participante deverá informar seu CPF e RG, com isso resgatando suas informações do último ENEM realizado. Caso o participante tirado nota superior a 450 pontos nas provas e um resultado Prouni 2018 superior a zero na redação, sendo necessário cadastrar uma senha e um e-mail que seja válido, pois o participante receberá as informações relacionadas através desse meio de comunicação.

Ao se inscrever nas vagas remanescentes Pronuni 2018, o participante deverá marcar a opção de que pretende concorrer a uma das vagas remanescente, sendo que o mesmo deverá ser: a) professor da rede pública de ensino, tenha participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio a partir de 2010. Para concorrer as bolsas integrais o participante deverá possuir renda per capita de até 01 salário-mínimo e meio.

As diferenças entre fala e escrita

Sabemos que o meio de expressão de todas as línguas humanas é o som produzido pelo aparelho fonador. Mas a maior parte delas, no entanto, possui um segundo meio de expressão: a escrita. Sua origem é o Oriente Médio, há cerca de 5 mil anos, e, como meio, ligou-se desde o início à prática dos desenhos; apesar disso, há inúmeras línguas no mundo que não dispuseram e nem dispõem de registros com caracteres impressos e significativos.







A necessidade da escrita parece ligar-se ao grau de complexidade das culturas humanas. E, em algumas culturas fundamentalmente fechadas, onde é possível preservar o conhecimento do grupo transmitindo-se oralmente, de geração para geração, toda a substância essencial da memória, não há necessidade da escrita. No entanto em nossa cultura, heterogênea e aberta, registrar por escrito os fatos é valor fundamental para preservação futura.

Apesar de haver correlações entre fala e escrita, o ato de escrever é muito diferente do ato de falar. E a grande diferença reside essencialmente no fato de o interlocutor estar presente na hora da fala e ausente no momento em que escrevemos. Como localizar para quem escrevemos? Quem nos lerá? De que modo seremos interpretados e… será mesmo que nossa mensagem pôde ser decodificada?

Quando falamos, qualquer problema na interpretação ou compreensão pode ser imediatamente retomado e solucionado através de uma interrupção de quem nos ouça; além do que, quando conversamos ou somos ouvidos, outros componentes da “fala” formam um ambiente propício: gestos, expressões faciais, tons de voz que completam, modificam, reforçam o que dizemos.

Mas, no momento de escrever, falta-nos tudo isso. No vestibular, por exemplo, assim que entregamos nossa redação, ela estará longe de nós e já não poderemos complementar ideias truncadas (ah, professor, aí nesse lugar eu quis dizer isso…), nem introduzir nossos gestos, nosso tom de voz, enfim, nossas famosas “caras e bocas” de quando falamos, falamos, falamos…

Um diálogo a distância…

Quando nosso texto nos escapa das mãos, ele vai sozinho e nos representará. É, também, uma espécie de diálogo a distância, leva, de qualquer forma, a nossa mensagem, a maneira como enxergamos o mundo, os outros e os fatos. Por isso, é sempre bom lembrar, quando escrevemos, que ao colocar ideias no papel temos que nos colocar também no lugar do outro, o nosso leitor. Somos claros? Temos dificuldades em nos expressar? Nossos argumentos são frágeis?

O leitor não deverá ter dificuldades em nos compreender e, caso tenha, a comunicação ficará truncada’, com consequências trágicas para nós.

→ Veja aqui um caminho mais curto para aprender a fazer redação

Planejar o texto, eis a questão

A fim de expressar-se claramente na escrita, acostume-se a planejar o texto (esquematizar o que pretende escrever) e reescrevê-lo até que as ideias estejam perfeitamente claras, compreensíveis. Pergunte a si mesmo, colocando-se no lugar do leitor, se o texto está claro e se traduz seu pensamento.

Tenha paciência com você: um bom texto não vem ao mundo de uma hora para outra…
Outra coisa: escrever não é meramente transpor a fala para o papel. Observe:

Texto I (falado)

“Ela tava ali, lindinha e nos conformes, cara… Fiquei olhando, imaginando um jeito de dizer, bem, você sabe, né? De dizer aqueles negócios que fico pensando sem ela. Era hora, agora, vou lá, dou uma chavecada nela, buzino umas no ouvidinho dela, tá na minha… Bom, tava faltando coragem, puxa, foi me dando um frio, uma coisa, um estado… Virei as costas, meu irmão, e me mandei…”

Texto II (escrito)

“Digo a você que ela estava lá, diante dos meus olhos. Perfeita. Olhei-a imaginando um jeito de dizer o quanto era importante para mim, dizer o que pensava dela quando estava a sós comigo mesmo. Pensei ser a hora certa, conversar. Mas me faltou coragem. Fugi.”

Como você pode observar, há características peculiares de um texto escrito. Ele deve se apresentar como um todo semântico, com as partes bem amarradas, desprovido das marcas de oralidade tais como repetições, pausas, inserções, expressões vulgares ou continuativas.

A língua escrita parece pertencer a um outro universo, embora consigamos registrá-la facilmente. Há concordâncias, regras; além do que uma outra exigência da escrita é sua apresentação formal: os parágrafos devem começar a uma distância certa da margem e com letra maiúscula; as palavras devem ser separadas umas das outras por espaços em branco; as orações devem ser pontuadas; as palavras necessitam de ortografia oficial.

No entanto, deve ficar bem claro que tais exigências não constituem a qualidade principal de um texto escrito: saber grafar corretamente as palavras ou acentuar seguindo as regras não quer dizer que se escreva bem porque saber escrever é, antes de tudo, saber transpor com clareza e eficiência as ideias para o papel. É assim que se constrói um bom texto.

Dessa forma, tenha em mente:

1)  Escrevemos para dar um testemunho de nossa existência e… eficiência, não apenas para tirar uma nota, passar num vestibular;
2)  É preciso que leiamos o que escrevemos com o olho do outro, ou seja, autocrítica é fundamental;
3)  Precisamos nos familiarizar com a escrita, e devagar colocarmos nossos pensamentos na forma desejada.

De dentro para fora…

Mas… de nada adiantará a você saber bem regras de ortografia, pontuação, acentuação, concordância verbal e nominal, se não tiver aquilo que pode chamar de “estofo”, ou seja, sua redação só será boa caso se disponha a cuidar, antes de realizá-la, de seu intelecto. Não se escreve sobre aquilo que não se sabe. Portanto, disponha-se a ler jornais, revistas, livros, a observar o mundo e a verificar que verdades costumam ter dois lados. Reconheça de que lado está. Afinal, você já ouviu dizer que “Quem quer conhecer o gato deve levar em consideração também o ponto de vista do rato.”
Leia bastante, discuta sobre o que leu, debata suas ideias, construa seu universo intelectual. Cresça, enfim, de dentro para fora. Invista em você, em sua criatividade, em sua capacidade de estar atento.

Escrever é decorrência do ato de pensar. Então, leia de tudo um pouco: filosofia, religião, política, bula de remédio, receita de bolo, história em quadrinhos, editoriais de jornais, notícias de assassinatos, out-doors, poemas, romances, resumo da sessão da tarde. Dessa forma, estará construindo seu lado de dentro, um universo muito mais rico, e buscando construir um discurso próprio, particular, marca de sua própria individualidade. Afinal, só escrevemos bem quando sabemos bem sobre o que vamos escrever.

E você? Quer aprender a fazer um texto Nota 1000?

Tutorial sobre crase – Aprenda tudo!

Cada situação comunicativa exige um tipo de linguagem: a seleção linguística que utilizamos numa conversa entre amigos pode, certamente, ser diferente da que usamos numa entrevista de emprego.
Uma dissertação de vestibular exige, por sua vez, o domínio das construções gramaticais que atendem a norma culta, como forma de uniformizar o tratamento linguístico dado pelos candidatos ao tema e permitir, assim, a comparação entre os recursos de que cada um dispõe para se expressar. Dentre os tópicos a serem estudados pelos candidatos, a crase é dos mais importantes.

Crase é o nome dado à contração de duas vogais “a”. Para representá-la, emprega-se o acento grave indicativo de crase (à). Note que o acento não é a crase, mas sim o sinal utilizado para simbolizar a fusão de duas letras “a”.







Essa contração pode se dar entre vogais “a” que pertencem a determinadas classes gramaticais. Vejamos as hipóteses a seguir:

1.1. Contração da preposição “a” e do artigo definido feminino singular “a”:

Entregamos a mercadoria à vendedora. (Entregamos a mercadoria ao vendedor.)

Nós deveríamos ter ido à festa. (Nós deveríamos ter ido ao encontro.)

1.2.  Contração da preposição “a” e do artigo definido feminino plural “as”:

Fez referência às novas informações. (Fez referência aos novos fatos.)

A ausência de artigo plural à frente do substantivo impede o uso do acento. observe:

Fez referência a novas informações. (Fez referência a novos fatos.)

1.3.  Contração da preposição “a” e do pronome relativo “a qual”:

A moça à qual me refiro saiu. (O rapaz ao qual me refiro saiu.)

1.4.  Contração da preposição “a” e do pronome demonstrativo feminino singular “a”:

Esta camisa é igual à que comprei. (Este casaco é igual ao que comprei.)

1.5.   Contração da preposição “a” e dos pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela”, “aqueles”, “aquelas” e “aquilo”:

Refiro-me àquele aluno.
Refiro-me àquela aluna.
Refiro-me àqueles alunos.
Refiro-me àquelas alunas.
Refiro-me àquilo que ocorreu ontem.

2. Casos obrigatórios de emprego do acento grave

2.1. Na designação das horas:

Chegarei à meia-noite. Chegarei às dez horas. Chegarei à uma hora. (Chegarei ao meio-dia.)

Nas frases em que se indicar um intervalo de tempo e não a designação das horas, não se pode empregar o acento. veja:

Chegará daqui a uma hora. (Chegará daqui a dez minutos.)

Nas frases em que se indicar um intervalo de tempo decorrido, emprega-se o verbo haver diante das horas, verifique:

Chegou há uma hora.

2.2. Em locuções de núcleo feminino

Estava ali à vista de todos.
Atiravam à queima-roupa.
Veremo-nos à noite.
Saíram às pressas.
Pedi um filé à moda do chefe.
Às vezes vou à praia.

Nas frases em que ficar implícita a presença da expressão moda de após o à, emprega-se o acento grave. veja:

Comerei um bacalhau à (moda de) Gomes de Sá. Usava o cabelo à (moda de) Elvis.

Apesar de não se utilizar artigo à frente de prazo na expressão a prazo, utiliza-se o acento grave na expressão à vista, a fim de evitar ambiguidade. Verifique:

Evite comprar a prazo.

Compre sempre à vista.

Mude-se para o Alto Leblon e compre a vista. (= a paisagem)

Não se emprega o acento grave nas expressões abaixo. Observe:

Isso não vale a pena.

(Isso não vale o esforço.)

Faça suas provas sempre a tinta / a caneta / a máquina.

(Jamais faça prova a lápis.)

Encontraram-se face a face.

Tome o remédio gota a gota.

(Caminhava passo a passo.)

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3. Casos facultativos de emprego do acento grave:

3.1. Antes de nome próprio feminino:

Dei isto a / à Maria. (Dei isto a/ao Pedro.)

3.2. Antes de pronome possessivo feminino:

Dei isto a / à minha irmã. (Dei isto a / ao meu irmão.)

Observe que o acento é facultativo porque o uso do artigo diante de nome próprio e de pronome possessivo também o é.

3.3. Antes de pronome de tratamento:

Entregue isto a / à Sua Alteza.

3.4. Após a preposição até:

Foram até a / à praia. (Foram até o / ao clube.)

Observe que o acento é facultativo porque o uso da preposição a depois de até também o é.

4. Casos especiais de emprego do acento grave:

4.1. Diante do nome de logradouros, o uso do acento varia conforme o emprego de artigo. Verifique:

Foram a Roma.
(Vieram de Roma.)

Foram à bela Roma.
(Vieram da bela Roma.)

Voltaremos a casa mais tarde.
(Sairemos de casa mais tarde.)

Voltaremos à casa de mamãe mais tarde.
(Sairemos da casa de mamãe mais tarde.)

Os marinheiros desceram a terra.
(Os marinheiros estavam a bordo)

Os marcianos viriam à Terra?
(Os marcianos gostariam da Terra?)

4.2. Nos objetos indiretos, o uso do acento depende de paralelismo com o emprego de artigo no objeto direto:

Prefiro carro a moto.

Prefiro turma de 5ª. série a de 8ª.

Prefiro o carro à moto.

Prefiro a turma da 5ª. série à de 8ª.

Lembre-se de que os VTDI devem ter um OD e um OI:

Informou as alunas (OD) da novidade (OI). Informou às alunas (OI) a novidade (OD).

5.  Casos proibitivos de emprego do acento grave:

5.1. Antes de palavra masculina:

Tenho direito a descanso. Eu gosto do filé a cavalo.

5.2. Antes de verbo:

Fui obrigado a sair de sala.

5.3. Antes de artigo indefinido:

Fomos a uma festa.

5.4. Antes de pronome:

Dei os livros a todos. Refiro-me a ela. Fomos a essa cerimônia

5.5. Após preposição

Estávamos perante a lei.

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Dissertação ou Argumentação?

Vamos saber o que revelam os dicionários sobre os termos dissertação e argumentação.

No Dicionário Aurélio Eletrônico:

argumentação
[Do fetargumentatione.]
s.f.
1.  Ato ou processo de argumentar.
2.  conjunto de argumentos.
3.  Discussão, controvérsia.

dissertação
[Do lat dissertatione.]
s.f.
1.  Exposição desenvolvida, escrita ou oral, de matéria doutrinária, científica ou artística.
2.  Trabalho escrito, apresentado a instituição de ensino superior, e defendido, publicamente, por candidato ao grau de mestre.
3.  Discurso; conferência; preleção.

No Dicionário Eletrônico Houaiss:

argumentação
– substantivo feminino
1 arte, ato ou efeito de argumentar
2 Derivação: por extensão de sentido.
troca de palavras em controvérsia, disputa; discussão
3 Rubrica: termo jurídico.
conjunto de ideias, fatos que constituem os argumentos que levam ao convencimento ou conclusão de (algo ou alguém)
4 Rubrica: literatura, estilística.
no desenvolvimento do discurso, corresponde aos recursos lógicos, como silogismos, paradoxos etc. geralmente acompanhados de exemplos, que induzem à aceitação de uma tese e à conclusão geral e final

dissertação
– substantivo feminino
1 ato ou efeito de dissertar; exposição, redação
2 exposição escrita de assunto relevante nas áreas científica, artística, doutrinária etc; monografia
3 trabalho escrito feito por estudantes como exercício ou como prova, versando sobre algum ponto das matérias estudadas; exposição escrita
4 exposição oral; conferência, discurso
Ex.: ouvimos uma bela d. sobre a obra de Camões
5 Regionalismo: Portugal.
em universidades portuguesas, monografia final que os estudantes devem apresentar e defender para obterem o título universitário

Embora os termos argumentação e dissertação muitas vezes estejam empregados como sinônimos, cabe fazer a seguinte distinção, sob a luz das noções de gêneros e tipos textuais: a argumentação é um tipo característico de arranjo linguístico que possibilita a expressão de um ponto de vista e que pode ser concretizado por meio de diversos textos, em função da necessidade da interação social: comentários opinativos, ensaio, crítica de cinema, carta de opinião etc; a dissertação é um tipo de texto predominantemente argumentativo; trata-se de um gênero textual muito comum nas produções escolares e nos exames de acesso às universidades, bem como em exames ou monografias que procuram avaliar o desempenho de estudantes ao final de um ciclo (como o Enem, por exemplo, no caso do Ensino Médio, ou os Trabalhos de Conclusão de Curso, no caso do Ensino Superior).

Um texto permite infinitas leituras?

E é essa relação de posições histórica e socialmente determinadas – em que o simbólico (linguístico) e o imaginário (ideológico) se juntam – que constitui as condições da produção da leitura. (…)
De forma bastante resumida, podemos dizer que há relações de sentidos que se estabelecem entre o que um texto diz e o que ele não diz, mas poderia dizer, e entre o que ele diz e o que outros textos dizem. Essas relações de sentido atestam, pois, a intertextualidade, isto é, a relação de um texto com outros (existentes, possíveis, ou imaginários).

ORLANDI, Eni

Entre os diversos sentidos que a palavra leitura pode apresentar, destacamos aquele que nos interessa aqui: o sentido que está diretamente ligado à linguagem de qualquer natureza e, em especial, à linguagem verbal. Nesse sentido, a leitura será entendida como o processo pelo qual um sujeito leitor atribui significados a um determinado texto.

A partir dessa delimitação, algumas questões podem ser levantadas. Entre elas, uma está ligada à quantidade de leituras que um texto pode permitir; a outra refere-se a possibilidade de se ensinar a leitura.

Um texto permite infinitas leituras? Ou: É possível fazer qualquer leitura de um texto?

Ninguém lê num texto o que quer, do jeito que quer e para qualquer um. Tanto quanto a formulação (emissão), a leitura (compreensão) também é regulada. No entanto, ler (…) é saber que o sentido pode ser outro.
Dessa forma, só a referência à história permite que se diga, de uma leitura, se ela compreendeu menos ou mais do que “devia”. Porque, sem dúvida, na multiplicidade de sentidos possíveis atribuíveis a um texto – Rimbaud diz que todo texto pode significar tudo -, há uma determinação histórica que faz com que só alguns sentidos sejam “lidos” e outros não.

(ORLANDI, Eni R, op. cit, p. 12.)

Dizer que um texto permite infinitas leituras – entendendo-se aqui “qualquer leitura”- é um engano.

Mesmo o texto literário, que é polissêmico, limita os significados possíveis e os não possíveis, justamente por estarem ou não circunscritos a uma série de aspectos ligados à própria constituição do texto. Isso elimina a possibilidade de se fazer qualquer leitura de um texto – o que se faz são determinadas leituras.

Um texto sempre mediará significados que um dado sujeito deseja transmitir. Há, portanto, os referentes e as intenções (de dizer isto ou aquilo) concretamente construídos nele. O sujeito que lê, porém, também tem sua história, que influencia sua leitura. Uma consequência imediata desse fato é que a pluralidade de leituras torna-se possível. Mesmo porque a própria organização do texto (utilização do vocabulário, construção de frase, estrutura de texto) contribui para essas várias possibilidades de sentidos quando se encontra com o imaginário do leitor.

Essas possibilidades, porém, sempre são limitadas pela organização textual, que, aliás, traz também os elementos para que o leitor possa entrar nos significados do texto e ele próprio atribuir os seus. Podemos dizer que há “chaves” para se abrir um texto. Essa chave pode ser uma referência histórica, o emprego de uma palavra ou de uma figura de linguagem, ou ainda o diálogo aberto, implícita ou explicitamente, com outro texto – ora cada um desses elementos separadamente, ora vários deles atuando simultaneamente.

O que é linguagem verbal?

O processo de ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa, no Ensino Médio, deve pressupor uma visão sobre o que é linguagem verbal. Ela se caracteriza como construção humana e histórica de um sistema linguístico e comunicativo em determinados contextos. Assim, na gênese da linguagem verbal estão presentes o homem, seus sistemas simbólicos e comunicativos, em um mundo sociocultural.

PCNEM

A língua assume papéis fundamentais: é por meio dela que o homem enuncia seu pensamento, analisa os fatos do mundo e interage com o outro; é ela o campo em que se cruzam as demais linguagens, que de alguma forma passam pela expressão verbal; no plano da comunidade, é ela que contribui de forma decisiva para a formação da identidade de um povo.

Aprimorar a competência linguística concorre, portanto, para aumentar a possibilidade de interagir em determinado meio. Apesar de ser um sistema abstrato, cujos elementos foram constituídos arbitrariamente, a língua tem um caráter ideológico que não deve ser menosprezado. Ela é essencialmente transmissora de ideias, mediadora e portadora de saberes. Ninguém, em sã consciência, utiliza seus sistemas para nada. Há sempre um sentido almejado, há sempre um porquê e uma ideia incrustados em seus signos.

Essa visão a respeito da linguagem verbal, sem dúvida, determina o modo pelo qual o estudo da língua deve ser conduzido na escola. Isso significa dizer que em todos os momentos devem ser consideradas as condições referentes à situação de enunciação do texto, a questão dos interlocutores e dos papéis representados por eles, as referências ao conhecimento de mundo partilhado na produção de sentido (na leitura e na produção de texto) e a questão da estrutura da língua (a organização gramatical, os usos do vocabulário, os elementos de coerência e coesão, os implícitos) e da composição dos diversos tipos de textos (os gêneros).

O aspecto pedagógico deve estar voltado para o aprimoramento da competência linguística do aluno, a fim de que ele possa exercê-la de maneira adequada em qualquer situação que se apresente, que saiba discernir e decidir a respeito de que padrão linguístico utilizar em dada situação, que domine o padrão culto porque ele é valorizado socialmente e todo cidadão tem direito a tal conhecimento e que saiba da existência dos vários padrões e de seu valor comunicativo em cada situação, sem quaisquer valorações pejorativas ou preconceituosas, o que, certamente, auxiliará na formação de sua identidade.